O Cantinho do André

Recordação do maior amigo que tive, que foi também o maior Benfiquista que conheci. Apesar da Tua morte tão prematura, que levou um jovem, mas sobretudo um Grande Homem, a Tua vida permanecerá para sempre como uma dádiva para quem teve a sorte de Te conhecer. Agora onde os justos descansam, e livre da doença que Te tolheu o corpo mas não o espírito, eu sei que ainda vives connosco. Obrigado, e desculpa, André.

domingo, 11 de abril de 2010

A blogosfera encarnada está de luto

Faleceu um Benfiquista do Blog "Benficademuitosum", Hugo. Apresento as minhas condolências a todos os que sentem o seu desaparecimento, em particular à sua família. Não vale a pena dizer muito mais. Paz à Sua alma.

sábado, 10 de abril de 2010

E esta, hein?

Keirrison marca e empata o Inter de Mourinho! Sim, estou a falar do mesmo Keirrison de Souza Carneiro que não deixou grandes saudades na Luz... o k11 (lol). Pelos vistos, apesar da pobre prestação de águia ao peito (nos poucos jogos que fez), talvez o brasileiro não fosse assim tão abúlico e alheado do jogo como parecia.
Talvez o SLB não estivesse assim tão errado quando pediu e conseguiu o seu empréstimo ao Barcelona, mas a sua vinda não deixou de ser um erro. Discordo da política de pedir empréstimos de curto prazo, a não ser por falta de alternativas dentro do mercado. Como tristemente vimos o ano passado com Suazo e já este ano com Keirrison, estes jogadores não só não estão com a cabeça a cem por cento no SLB como encaram a sua estadia em Portugal como uma passagem num campeonato periférico em que mal têm tempo de se adaptar. Além disso, mesmo que a prestação seja um sucesso, vai ser o clube detentor do passe a lucrar com a valorização, e não nós, a não ser que venha com cláusula de compra acessível (e Reyes, por exemplo, não vinha).
Por isso mesmo, nada do que o "k11" agora faça me levará a desistir desta ideia: a sua vinda foi uma perda de tempo para o próprio e nada acrescentou ao SLB, que não se pode queixar de falta de pontas-de-lança nos seus quadros.
Creio mesmo que, face à necessidade de realização de mais-valias, não seria de excluir a venda de algum dos nossos atacantes desde que por valores aceitáveis: Cardozo, Saviola, Kardec, Éder Luis, Weldon, Nuno Gomes, Makukula, Jara e, vá lá, Mantorras são claramente em número superavitário para preencher apenas dois lugares na equipa.
Bem sei que JJ gosta de ter muitos pontas, mas ter dois a jogar e sete na tribuna não dá. O que interessa ter tantos avançados se a maioria não tem ritmo e são os "pobres" Cardozo e Saviola que todos os jogos correm pela equipa? Também por isso a lição do tiro no escuro que foi a aposta em keirrison nos deve ensinar para o futuro: mais do que muitos e completamente diferentes uns dos outros, precisamos é de poucos mas bons. Do clube.
Abraço

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Força Benfica!!!


TÊM OPORTUNIDADE DE PEDIR DESCULPA... PODEM COMEÇAR JÁ NA TERÇA FEIRA!

Trauma e vergonha

Liverpool Football Club 4-1 SLB Sem honra nem glória, HUMILHADOS, saímos hoje da Liga Europa, com um trauma que esperemos que não cause mossa na competição que nos resta. Não vou crucificar Júlio César, nem individualizar a culpa neste ou naquele jogador, mas a verdade é que o resultado foi não só preocupante como vergonhoso. Não importa se os ingleses tiveram mais tempo de descanso, se o árbitro devia ou não ter invalidado o primeiro golo. Falhámos, e só nos podemos queixar de nós próprios.
JJ tinha razão quando disse que partíamos para o jogo em inferioridade física, mas brincou com o fogo nas alterações na equipa: Júlio César já havia provado em França que não está à altura de uma competição como a Liga Europa, muito menos neste nível de exigência, tirar Máxi e Coentrão e, ainda pior, David Luiz do eixo da defesa deu no que está à vista.
Revolta a patetice com que sofremos os golos, sofrer golos numa bola parada a nosso favor é coisa de que não me lembro desde os tempos do Camacho, e não percebo como se pode mexer em todos os elementos da defesa menos naquele que estava condicionado fisicamente (Luisão).
Mas nem só na defesa esteve mal. Aimar é flor de estufa e não para estas andanças, Di Maria esteve perdido em campo, e Cardozo é mais lento do que um caracol. Onde estava Weldon, o homem que nos salvou o coiro na Figueira? Também estava cansado? E o Sidnei, e o Amorim, que tremeram por todos os lados, também estavam cansados?
Júlio César, além da desastrosa exibição tem um traumatismo para recuperar. Esperemos que recupere rápido. Mais rápido do que o trauma que todos sofremos neste jogo. Esse vai levar muito tempo a passar...
Abraço

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Remontada à moda de Weldon


Naval 1º de Maio 2-4 SLB Como diriam nuestros hermanos, o que se viu hoje na Figueira foi uma autêntica remontada, que nos valeu a vitória e a manutenção da distância da nossa liderança. Assim de lembrança só me ocorre coisa parecida na época de 2003-04, em que no Bonfim virámos um 2-0 para um ainda mais espectacular 2-6.

Mas se houve reviravolta, primeiro tivemos de sofrer. E muito. O início de jogo deixou os cabelos em pé ao mais fleumático adepto do SLB, e deixou certamente os rivais a esfregar as mãos por um previsível tropeção nosso. Tropeção é, aliás, um bom título para o nosso primeiro quarto de hora: equipa completamente perdida, a perder logo aos 2', por falha conjunta entre David Luiz e Coentrão. Que forma mais trapalhona de começar uma partida crucial para as nossas contas!
E o desconsolo agravou-se dez minutos depois, os jogadores perfeitamente desconcentrados - aparentemente medrosos, até - a verem passar o comboio, desta vez pelo lado direito da nossa defesa. Recordava-me já do pesadelo vivido na Trofa o ano passado, e de quão perto estávamos do precipício, quando damos finalmente sinal de nós: Cardozo remata potente, na sequência de um ressalto feliz WELDON reanima a equipa com cabeceamento em cima da linha. Finalmente festa para a multidão que tomou de "assalto" o Bento Pessoa.

Ainda estávamos eu a sentar-me novamente já mais descansado quando o mesmo WELDON deu a melhor sequência a um dos inúmeros cantos que conquistámos e fez o empate. Como em 2 minutos subimos do inferno ao Céu!

A partir daí foi como se o jogo tivesse um novo começo, mas não deixámos de ser acossados pela atrevida Naval. Aliás, foi no contra-ataque após novo lance de muito perigo junto de Quim que DI MARIA, lançado de forma brilhante por David Luiz, se isolou perante o grande Peiser e colocou-nos na frente do marcador, por volta da meia hora de jogo. Pelo meio, um lance para grande penalidade na área navalista, por jogo da bola com a mão por um dos centrais adversários. A primeira parte não terminaria sem mais um lance muito mal ajuizado que nos prejudicou. Elmano, o artista, assinalou uma falta fantasiosa de Máxi - desta é que não houve mesmo mão - e aproveitou para o excluir do dérbi. Nada a que não estejamos mais do que habituados.

Se a primeira parte foi jogada a um ritmo louco, de total descontrolo, quase de parada e resposta, a segunda parte foi bem mais tranquila. Mas isso não significa que tenhamos desacelerado: as oportunidades sucederam-se e foi com naturalidade que CARDOZO apontou o golo da nossa tranquilidade pouco tempo depois do reatar, em recarga a uma defesa incompleta de Peiser. Poderíamos até ter alargado mais a vantagem, não fosse o livre cobrado por Martins ter ido embater com grande estrondo na trave da baliza - tenho ainda dúvidas se a bola não chegou a transpor a linha de golo. Golo que, embora premiasse a nossa produção ofensiva, viria já ser demasiado penalizador para uma equipa que nunca se entregou e que estava super-motivada.

JJ acabaria por rodar a equipa mas nunca perdeu de vista a sua prioridade nem menorizou este jogo face ao de Anfield, caso contrário não teria feito entrar Ramires, que ainda sofreu falta violenta. Depois do que vimos neste jogo, e do que mostrámos ser capazes, esperamos tudo de Inglaterra. Não podemos voltar a ser displicentes nem desconcentrados, esta entrada em campo caso acontecesse em Inglaterra seria a "morte do artista". Por isso, cabecinha, pois este jogo é decisivo e não nos espera uma equipa qualquer.

Não há como baixar a guarda, o cansaço terá de ser suplantado com a garra dos heróis:
CARREGA BENFICA!
Abraço

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Invictus

«Equipa detém recorde de invencibilidade entre "pares europeus"
O Benfica continua a ser uma equipa singular entre as que ainda se encontram entre a "elite europei ...
SportInveste Multimédia
Equipa detém recorde de invencibilidade entre "pares europeus"
O Benfica continua a ser uma equipa singular entre as que ainda se encontram entre a "elite europeia" de futebol, Liga dos Campeões e Liga Europa, por ser a única que ainda não perdeu em 2010. É preciso recuar até 2009, mais concretamente até 22 de Novembro, para lembrar o último desaire das "águias", quando se viram derrotadas no estádio da Luz pelo Vitória de Guimarães (1-0), em jogo que as afastou da Taça de Portugal. Entre as equipas que continuam a discutir as provas europeias, o Benfica é a que apresenta um currículo - em matéria de derrotas - mais "limpo" nos tempos recentes, depois de hoje ter ganha ao Liverpool, por 2-1, com dois golos de grande penalidade de Óscar Cardozo, aos 59 e 79 minutos. Agger, aos 10 minutos, marcou o único golo da equipa inglesa. A diferença no tempo é significativa para os outros "europeus": 13 equipas já perderam durante este mês de Março e as restantes duas, Arsenal e FC Barcelona, sentiram o peso da derrota em meados de Fevereiro. Os "gunners" registaram o último desaire a 17 Fevereiro, na sua visita ao estádio do Dragão, quando perderam na primeira-mão dos oitavos-de-final da "Champions" com o FC Porto, e o "Barça" a 14 de Fevereiro, frente ao Atlético Madrid, na Liga espanhola. Todas as outras equipas têm derrotas muito recentes ao longo deste mês de Março, algumas já durante esta semana, em especial as que participam na prova maior da UEFA, a Liga dos Campeões. Um desses casos é o dos moscovitas do CSKA, que não perdiam desde 21 de Novembro de 2009, ainda na última edição da Liga russa e tendo em linha de conta que o campeonato actual, já em nova temporada, apenas teve início há três jornadas. Será sempre um termo de comparação assimétrico, devido ao facto da equipa russa apenas ter disputado seis jogos (três dos quais na "Champions") desde o início do ano. No último, frente ao Inter de José Mourinho, a equipa viria a perder.»
fonte: Sportinveste Multimédia, sportmultimedia.pt

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Yes, we can!


SLB 2-1 Liverpool Football Club Ganhámos ao Liverpool. Hoje é 1 de Abril, mas não é mentira. Claro que a eliminatória não passou ainda da primeira mão, mas este doce sabor já ninguém nos tira.

Perante uma Luz apinhada, como cada vez mais é regra, o SLB não entrou da melhor forma, e depois de um livre assinalado junto à nossa grande área, por falta de Máxi - que não esteve nos seus dias -, Agger aproveitou um deslize incrível para abrir o marcador. O golo que abriu o jogo, logo aos 9', surgiu na sequência de um belo toque de calcanhar, é certo, mas é indesculpável a forma como a nossa defesa assistiu à jogada dos ingleses.

A partir daí, a equipa cerrou os dentes e, se não anulámos a desvantagem, não foi por falta de oportunidades claras. Por volta da meia hora deu-se aquele que foi, sem dúvida, o momento do jogo: Luisão faz falta sobre Torres e Babbel reage intempestivamente, colocando por duas vezes a mão na sua face. Se fosse em Portugal, decerto que o árbitro fecharia os olhos e mandaria jogar como se nada tivesse acontecido. Mas como o árbitro era sueco, a acção foi punida em conformidade: vermelho directo para o holandês.

Desde esse momento, o domínio de jogo, que já nos pertencia, acentuou-se ainda mais, mas seria curiosamente o Liverpool a introduzir novamente a bola na baliza, num lance prontamente anulado pelo fiscal de linha por fora-de-jogo posicional de Torres - quanto a mim, fora-de-jogo menos evidente do que o de Kuyt no primeiro golo dos reds.

Do nosso lado, Cardozo ia desperdiçando oportunidades atrás de oportunidades, e o nosso ataque sentia-se órfão de um homem chamado Saviola (a nossa Páscoa não tem coelho...). Num dos inúmeros lances de perigo junto às redes contrárias beneficiámos um livre mesmo ao jeito da esquerda do Tacuara. O paraguaio cobrou forte, direito ao poste, e na tentativa de recarga Aimar é rasteirado por Insua. Penálti claro assinalado - já antes havia passado um por mão na bola na área dos ingleses - e CARDOZO a não dar hipóteses a Reina.

Nesta altura já o nosso assédio, empurrado pelo público, era frenético, e os lances de perigo (e os disparates do Di Maria e do Martins) sucediam-se, sabendo o empate já a injustiça. JJ não foi de modas e pôs a carne no assador procurando explorar a táctica defensiva dos reds. Se o nosso jogo foi quase sempre demasiado sôfrego, o dos adversários foi inteligente e frio, e se não sofremos o golo que deitaria por terra as nossas aspirações, foi porque Torres falhou a única chance que os nossos lhe permitiram. Mas tanto querer e tanta garra haviam de ser recompensados, ainda de que maneira insólita: Johnson foi amigo e levou a mão a uma bola inofensiva dentro da sua área. Novo, penálti, nova conversão de CARDOZO, a mitigar uma noite para esquecer em termos de produção deste jogador.

Bom jogo, superioridade da nossa equipa, 99,9% dos adeptos em grande - excepção feita àqueles que quiseram intervir da pior forma -, árbitro que assinalou metade das grandes penalidades que o Liverpool cometeu mas ajuizou bem a expulsão. Afinal também podemos ganhar ao poderoso Liverpool, mas só metade do trabalho está feita. Lembro que o LOSC Lille lhes ganhou na última eliminatória, em casa, e depois foi goleado em Anfield. Por isso todo o cuidado será pouco, e pensar no empate pode ser o primeiro passo para perder: temos de ir lá marcar golos para podermos passar.

Mas a nossa prioridade chama-se Naval, e se nos lembrarmos das dificuldades que nos criou na Luz, no menor tempo de recuperação e na falta de Saviola vemos que não será obstáculo fácil.

Por isso, CARREGA BENFICA!

Abraço